domingo, 11 de maio de 2008

Amar: verbo intransitivo.

Quanto tempo demora pra se construir o amor. O amor se constrói?Nasce?
Não sei, é tudo uma coisa muito louca.
E monto um cenário perfeito com um céu estúpido de bonito em cima da minha cabeça e um solo vulnerável sustendo minhas pernas pra todo lado que ando.
Coloco personagens e situações diversas. Me engano, volto atrás, tento planejar o futuro.
Busco definitivamente a verdade, mas a verdade parece efêmera, então, busco uma verdade mais profunda, uma verdade universal.
A verdade universal é uma pratica quase impraticável.
Precisa ter fé. Mas onde encontrar a fé?
Nos drogramos contra nossas doenças sem saber que isso adoece um pouco mais, e que esse não é o caminho.
Tenho inveja dos monges, dos atletas irrevogáveis, das crianças, dos idosos, dos livros e suas variadas interpretações, das mães que são mães com corpo e alma.
E escrevo para rezar, para me justificar comigo e com você que está ai lendo, eu imagino quem seja mas pra quem não imagino também! É uma justificativa pro infinito. Pra minha vida e todo esse ócio perante as minhas vontades.
Pra pedir misericórdia por esse amor que eu quero tanto crer e praticar, e pedir que invada minha vida como um rio que se altera e leva tudo que encontra e nivela o mundo inteiro até o Everest.
Quem sabe não poderia ser esse o primeiro passo?

sábado, 3 de maio de 2008

I am livin out the life of a poet
I am the jester in the ancient court

as vezes precisa mudar a trilha.
mudar o dia, mudar a vista.
mudar pro corpo, pra alma.
se alimentar bem, de coisas realmente boas
e puras
uma lua que nos apaixone
ter inocências.

tomar banhos
se somos uma janela
pro mundo
que ela seja translucida

sábado, 26 de abril de 2008

mulheres de Atenas...

hoje eu moro com mulheres.
Talvez, em toda minha vida, eu nunca tenha tido uma proximidade tão grande com outras garotas, afinal, eu morava com meninos e no geral sempre tive mais amigos homens.
Mas as mulheres são muito loucas,
elas esperam ansiosamente aquela ligação, aquela mensagem,
sofrem, choram, se perfumam, se pintam, menstruam.
eu sou igual a elas.

sério.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

fim de tarde...

a luz amarelada dos postes sobrepõem o azul opaco das 6'30.
a negrada, batucando, canta e dança a beira mar.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Já sabia que eu viria para Piedade no feriado.
Os dias iam passando......ansiedade.
As duas semanas que antecederam a vinda foram péssimas, não dava vontade de levantar da cama.Não cumpri nenhum compromisso do qual deveria, não sai com galera, gripei...choveu - e eu chovia junto com Santos.
Quem sou eu?
Tem dias que me sinto coisa isolada no mundo, me encerro em mim mesma, os outros, as coisas parecem tão fora de mim que sequer fazem parte da minha vida, mas fazem, é claro!Ai eu finjo que não sei disso e que estou realmente por fora.

Finalmente estava pronta para embarcar, a vinda foi uma coisa estranha, não sabia muito bem o que sentir realmente......Quando entramos em Sorocaba passei pelo bairro onde eu morava com os meninos, o coração apertou.....então, eu lembrei que ja vou fazer 19 anos, e como lembro-me perfeitamente do aniversário do ano passado deu pra fazer um balanço de tudo que aconteceu desde então.
E aí?
E aí que nada......apenas saudades.
me dividi - Piedade/Sorocaba/Santos.
tudo isso me reduziu, sobrou pouco.

Chego em casa,vou guardar a mochila no quarto, abro a porta SURPRESA!!
Karen, Nati, Marissa.....!
estou em casa!
me reencontro, um bom papo.
me sinto segura, conheço essas pessoas e elas me conhecem.

de manhãzinha aproveitei para abrir todas as gavetas, pastas, caixinhas, portas, geladeira.... entrei em todos os comodos da casa, fui até o quintal. Cheirei os sabonetes, cremes, perfumes, as roupas da minha mãe, a coberta, a fronha, liguei a tv, o rádio, o computador.Tomei café sentada na mesa, brinquei com os cachorros, andei descalça.
essa é minha casa.
meu porto.
meu reino.
conheço esses objetos.

Feliz Páscoa,
para nós.

-.-


"
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim"

sábado, 23 de fevereiro de 2008



-Antônia, você é engraçada, você parece louca.
escrevo essências ,
ecreve ciencias...
lógicas,
bio, dinâmicas !